Morar  em Passo Fundo significa poder conhecer histórias e viver dias bem intensos. Uma cidade de economia forte, pólo de educação e saúde, que serve como base para mais de 1 milhão de pessoas que vivem em dezenas de municípios num raio de até 80km. E aqui tem histórias legais pra quem curte cerveja.

Passo Fundo abriga hoje uma única cervejaria, a Farrapos, que fabrica cervejas artesanais com e sem glúten. A Sem glúten pilsen é sucesso absoluto no Brasil. Já a Guaipeca Pilsen, nome dado à cerveja pilsen tradicional, fez com que baianos, paulistas, mineiros e cariocas aprendessem como se chama um vira-lata no linguajar gaúcho.

Na Farrapos são produzidos vários tipos de cervejas desde 2011, quando ela abriu as portas. Mas foi a partir do começo deste ano que ela ficou nacionalmente conhecida por seus rótulos diferenciados e regionalizados, valorizando a tradição gaúcha.

O prédio que abriga a cervejaria tem estilo rústico e um bolicho – bar de beira de estrada no sul do país, que recebe visitante de todo o Brasil. Vale a pena conhecer os estilos, o chopp e a cerveja. Sem falar que a paisagem do local é fantástica!

Curiosidade sobre a cerveja sem glúten

Existem duas formas de fazer cerveja sem glúten. Uma é fazer a partir de grãos que não contenham glúten, e outra removendo o glúten de grãos onde ele está presente.

As cervejas sem glúten Farrapos são produzidas através da segunda forma, com malte de cevada, passando por um processo enzimático que degrada o glúten presente no malte. Todos os lotes são testados na fábrica a cada produção, e enviamos a um laboratório independente que atesta que a cerveja está com nível de glúten abaixo de 5 ppm (partes por milhão). Seguindo a legislação internacional do Codex Alimentarius, é considerado sem glúten o produto que estiver abaixo de 20 ppm.

 

 

História da cerveja em Passo Fundo

Passo Fundo tem história quando o assunto é cerveja. Foi aqui que surgiu em 1910 uma das primeiras cervejarias artesanais do RS, criada por João Corá, que abastecia todo o mercado de Santa Maria a Marcelino Ramos. Anos depois, a cervejaria mudou de dono e se transformou na primeira grande fábrica de cerveja, com produção em grande escala para a época. Nasceu a cervejaria Serrana Ltda.

Em 1947, a cervejaria Serrana de transforma na filial da cervejaria Brahma, após ser vendida pelos seus fundadores. A chaminé da Fábrica, referência preservada até hoje, emitia o apito que despertava a cidade a cada novo amanhecer e ao final de um dia de trabalho. Assim foi até 1975, terminando com seu fechamento definitivo em 1997.

Fontes: http://cervisiafilia.blogspot.com.br

Colaboração: Rosângela Borges- jornalista