Ricardo Amorin, um dos mais respeitados economistas do mundo, falou ontem durante um webinar sobre o Mundo em 2018, que a economia brasileira vai crescer mais do que as pessoas esperam em 2018. Com base em todas as informações trazidas por ele ao longo de 2017, podemos começar a comemorar. Mas porque essa afirmação é tão importante para nós, passo-fundenses? Porque aqui a economia sofreu abalos, mas bem menores que no resto do país. Então…

“ O que a agente deve ter em 2018 é uma economia mais forte do que a gente viu em 2017. Esse ano o Brasil cresceu mais do que todo mundo achava.  No quarto trimestre o crescimento acelerou; 2,3 milhões de empregos foram gerados de abril pra cá. A taxa de juros caiu para o nível mais baixo da história brasileira. Isso significa mais crédito no mercado. Vamos crescer no ano que vem mais do que a maioria tá achando”, afirmou ele.

O Webinar foi pra falar sobre tecnologia e inovação para o próximo ano e dentro deste tema, Amorin, Arthur Igreja e Allan Costa, falaram sobre as tendências para estes segmentos.

No ano que vem deve chegar no mundo uma onda de conexão 5G. Isso significa uma velocidade de transmissão de dados 100 vezes maior do que temos hoje, favorecendo que muitas tecnologias já existentes funcionem melhor e se expandam. Segundo o trio, 2018 será marcado pela chegada da Inteligência Artificial em muito negócios, não somente nos grandes empreendimentos. E mais, a IA vai chegar também na vida privada das pessoas.

Ricardo Amorin lembrou que na verdade já estamos tendo muito contato com IA, desde pequenas empresas que usam sistemas robotizados para atendimento inicial de seus clientes, até as grandes automações. A reflexão que fica desde já para as empresas é: como que a Inteligência Artificial pode intensificar ainda mais o que a gente pode fazer pelos nossos clientes? A ideia é fazer com que as pessoas tenham as respostas que elas estão buscando, sem que seja preciso parar tudo para dar estas respostas de forma pessoal.

A gente vai começar a perceber a popularização dos instrumentos de IA. A tecnologia vai chegar nas escolas, para conectar o ensino com o que está acontecendo no mundo. No varejo também deveremos ter cada vez mais a presença da IA, promovendo a interação das lojas com a realidade aumentada.

Uma tendência é que vão começar a surgir cada vez mais aplicativos pra que a gente possa retomar nossa atenção ao mundo real. A gente vai usar menos em termos de tempo, mas de maneira mais efetiva a tecnologia e os aplicativos, contribuindo mais com nossas vidas. Na média um cidadão olha o celular 47 vezes por dia hoje. 89% das pessoas olham o celular como a primeira coisa quando acordam e 81% olham pro celular antes de dormir. Isto revela uma oportunidade pra quem conseguir estabelecer presença forte em dispositivos móveis.

Vem aí a internet dos olhos e internet dos ouvidos, identificando através de câmeras o que atrai as pessoas para oferecer a elas as melhores experiências. Poucas empresas usam estas tecnologias e tantas outras já disponíveis por aí.

2018 vai ser o ano em que vamos começar a ver um lobby maior pela presença dos carros elétricos e autônomos, justamente pelas condições melhores que proporcionam para a vida das pessoas. Outro nicho importante pro mercado, para o qual deveremos ficar atentos.

Ainda relacionado a mobilidade, um problema que a gente tem muito nas cidades brasileiras são os buracos. Já existem sensores que você pode colocar nos carros para mapear os locais com problemas e atuar na solução disso com objetividade e rapidez.

E as criptomoedas?

Certamente as perspectivas para 2018 estarão todos erradas! As perspectivas em 2016 eram de que, de forma otimista, o Bitcoin chegaria aos US$ 2,1 mil. Nós chegamos ao final de 2017 com a moeda batendo os US$ 18 mil. Ou seja, nos últimos 30 dias tivemos uma valorização de 300%. Não só no Bitcoin, mais em outras moedas também. O Lightcoin valorizou mais de 74% em apenas um dia na última semana. Na visão do trio, é uma onda que veio pra ficar, mas o assunto está ainda muito no começo. 1 milhão de brasileiros já estão participando do mercado de criptomoedas, enquanto o máximo que já investiu na bolsa chegou a 600 mil brasileiros.

Elas vieram pra ficar porque respondem a uma necessidade verdadeira, disse Amorin.

As tecnologias estão disponíveis para todo mundo, depende da maneira como você pretende usar isso na sua vida e na sua empresa.

Dica do Allan Costa, mentor de startups para 2018: Preste muito atenção no tipo de cultura empresarial que está sendo criada dentro de sua empresa e como é que você pode, de alguma maneira, inserir mais inovação, mas espaço para criatividade e mais espaço para colaboração, porque isso vai dinamizar os negócios.

 

Fonte: webinar Mundo em 2018- AAA Academy.