Mercado imobiliário aponta para um novo aquecimento e continua se mostrando a melhor alternativa para quem deseja investir.

     

         Fôlego para o setor

                Mesmo diante de muitas incertezas, o setor imobiliário respira com mais tranquilidade e movimenta as aquisições e locações.

          Uma pesquisa divulgada em abril pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a confiança está voltando aos lares brasileiros. O levantamento veio à tona antes das delações envolvendo o presidente da República. O cenário político de incertezas contrasta com um histórico de otimismo e boas perspectivas nos últimos meses.

Uma economia fortalecida e consistente possibilita alcançar inúmeros benefícios. Além da melhora na confiança e renda do consumidor, ganham destaque a baixa inadimplência e o aumento da empregabilidade. Todos esses fatores asseguram, de certa forma, o aquecimento do mercado imobiliário.

Em Passo Fundo, um levantamento produzido pela IMED Business School aponta que, por mais que a cautela prepondere entre os passo-fundenses, investir em imóveis ainda é a alternativa mais segura.

“Trimestralmente, realizamos na IMED Business School o Índice de Confiança do Consumidor de Passo Fundo, e tal índice evidencia que em nenhum momento nos últimos 3 anos o consumidor de Passo Fundo mostrou um otimismo em relação à economia. Diante disso, os excedentes ou valores economizados acabam sendo investidos em investimentos considerados mais seguros e, dentre estes, o mercado imobiliário é considerado por vários como uma fonte segura para investir seu dinheiro,” explica o Doutor em Administração e professor da Imed Kenny Basso.

 

Perspectiva para a Capital do Planalto Médio

Para o professor Kenny, o mercado imobiliário de Passo Fundo possui um grande potencial. “Ele congrega não somente clientes e investidores de Passo Fundo como da região. Embora possa parecer estranho que um setor de alto valor e investimento, como o imobiliário, cresça ou se mantenha em momentos de crise, acredito que isto vá ocorrer com este setor em Passo Fundo. Acredito nisto tanto por razões culturais quanto embasado em dados sobre a confiança do consumidor passo-fundense e da região. No que tange a confiança, há uma forte cultura de investimento em empreendimentos imobiliários, contrário ao que se verifica em outros centros, onde há cultura de investimentos em novos negócios ou fundos financeiros.

 

Fatores de incremento

 

Inflação em desaceleração

A inflação brasileira saiu de 10,7% em 2015 para, aproximadamente, 7,2% em 2016. Para 2017, a previsão do mercado financeiro para a inflação é de 5,07%, conforme divulgação do Banco Central no último Relatório Trimestral de Inflação, documento que possui as expectativas para a economia.

 

Redução da taxa de juros

A taxa de juros, quando mantida alta, onera o crédito e colabora pra inibir o consumo das famílias e a injeção de capital das empresas, elementos super importantes para a recuperação do crescimento da economia. Porém, ainda de acordo com o mercado financeiro, para 2017, a estimativa da taxa de juros é de 11%, o que presume uma queda maior no próximo ano.

 

Baixa inadimplência

A melhora da dinâmica da economia também está ligada à queda da inadimplência. Esse é um fator preocupante, visto que indica maior risco de que parte das vendas efetuadas e/ou serviços contratados não sejam recebidos, o que gera uma reação em cadeia. A melhora da inadimplência é um dos fatores determinantes para que o mercado imobiliário volte a crescer.

 

Migração de investimentos

“Acredito que pode haver uma migração de valores de outros investimentos devido à possibilidade de redução das taxas de juros praticadas no mercado financeiro. Com isso, alguns investidores podem optar por investir em imóveis e acreditar no aquecimento deste mercado com a retomada da economia nos próximos anos. Desta forma, acredito que o investimento imobiliário pode ser também influenciado pela expectativa de retomada econômica do Brasil e da ampliação do acesso a créditos e valores para fomento da construção civil,” explica o professor Basso.

 

Mais empregos

O aumento direto dos empregos no setor de construção civil, um dos que mais movimenta mão de obra no cenário brasileiro, é outro fator importe. Essa área gera muita empregabilidade, pois é intensiva em mão de obra, o que se mostra excelente para retirar desempregados da rua.

Texto: Tainara Scalco