O mercado imobiliário está no radar de muita gente, inclusive do público investidor. Não é para menos! Com a menor Selic do patamar histórico e as oscilações recentes da bolsa de valores, o investimento em imóveis voltou a se tornar atrativo aos olhos de quem planeja investir em opções mais estáveis. Além do aluguel competir lado a lado com a rentabilidade da renda fixa, o imóvel tem outra característica a seu favor que é o aumento gradual do seu valor de mercado.

Para se ter uma ideia do quanto esses dois fatores influenciam a longo prazo, a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) estima que na última década os imóveis tenham rendido em média 15,3% ao ano, entre retorno com aluguel e valor de venda. Vale lembrar que, durante o período analisado, o mercado imobiliário brasileiro passou por fases muito distintas, que reforçam a habilidade do segmento em se manter forte mesmo durante as piores crises.

Mas se engana quem acha que essa é uma oportunidade exclusiva para quem já trabalha com uma grande carteira de imóveis e tem dinheiro suficiente em mãos para adquirir um novo imóvel. Ao contrário, o momento também é oportuno para quem deseja começar a investir agora e não pretende desembolsar todo o valor à vista. A Selic baixa também propicia financiamento com juros baixos e uma parcela bastante atrativa, que pode ser coberta boa parte pelo próprio valor de aluguel. Sendo assim, também é possível começar investindo pouco, mas visando uma excelente rentabilidade a longo prazo.

Porém, focar no poder de compra e no potencial de valorização não basta para fazer um bom negócio no mercado imobiliário. É necessário ainda definir alguns critérios para fazer a melhor escolha. O primeiro parâmetro que você pode utilizar para escolher o tipo de imóvel ideal é o perfil de quem mais aluga. Em Passo Fundo, por exemplo, os imóveis mais buscados são apartamentos de um ou dois dormitórios, no Centro, preferencialmente mobiliados. O motivo é bem simples: referência em saúde e em ensino superior, a cidade atrai todos os anos um grande número de estudantes universitários e residentes da área da saúde. Justamente por estarem de passagem, os locatários com este perfil normalmente moram sozinhos e preferem imóveis bem localizados, que já disponham de uma boa infraestrutura física, com ao menos a principal mobília à disposição.

Mesmo sendo uma característica histórica da cidade, outros fatores podem interferir no perfil dos moradores. Um exemplo claro é o período que estamos vivendo. Sem aulas presenciais e muitas empresas trabalhando em sistema home office, parte dos estudantes preferiu deixar do aluguel e voltar para a casa dos pais. Em contrapartida, o distanciamento social contribuiu para que outros imóveis voltassem ao centro das atenções. Ao passarem mais tempo em casa algumas pessoas passaram a priorizar imóveis maiores, com espaço para trabalhar e, claro, com espaço ao ar livre, para aproveitar as horas vagas, em família. Por conta disso, imóveis em condomínio, apartamentos com terraço ou sacada e casas com pátio fechado estão movimentando muito a locação de imóveis durante a pandemia.

Fato é que moradia sempre será uma necessidade básica do ser humano e, consequentemente, um bom ativo para quem deseja investir. A única exigência é acompanhar o mercado para tirar o melhor proveito das oportunidades que estão surgindo.